Quem mais contrata UGC creator no Brasil são marcas de e-commerce e D2C: beleza e skincare, suplementos, moda e acessórios, casa e cozinha, apps e serviços digitais e o setor pet. Na prática, quase nenhuma dessas marcas contrata por DM. A contratação passa por plataformas e agências, que reúnem os briefings e conectam creators aos projetos.
Isso muda tudo na hora de procurar trabalho. Em vez de tentar adivinhar qual empresa está "com vaga aberta", você se posiciona onde as marcas já vão buscar criadores.
Como as marcas realmente contratam UGC
A maioria das marcas não tem tempo nem estrutura para achar, avaliar e negociar com creators um a um. Elas resolvem isso de três formas.
- Plataformas de UGC: a marca publica um projeto com briefing, e creators aprovados se candidatam. É o caminho mais comum para volume.
- Agências e produtoras: cuidam de campanhas maiores e costumam ter um grupo fixo de criadores de confiança.
- Programas próprios de embaixadores: grandes marcas às vezes recrutam creators para programas de longo prazo, quase sempre depois que a pessoa já tem histórico.
O ponto que ninguém conta: você raramente é contratado pela marca diretamente. Você é selecionado dentro de um desses canais. Por isso, "para qual marca eu mando mensagem" é quase sempre a pergunta errada. A pergunta certa é "onde os briefings dessas marcas aparecem".
Os setores que mais compram UGC no Brasil
Cada setor compra UGC por um motivo diferente. Entender esse motivo ajuda você a montar um portfólio que fala a língua daquele nicho.
Beleza e skincare
É provavelmente o setor mais ativo. Skincare, maquiagem e cabelo vendem com demonstração: textura do produto, aplicação, resultado no espelho, rotina da manhã. A marca quer ver o produto em pele real, não em estúdio. Se você grava bem em luz natural e sabe mostrar close de aplicação, esse nicho tem procura constante.
Suplementos e saúde
Whey, creatina, colágeno, vitaminas. Aqui o que vende é prova social e demonstração de uso: como você toma, o sabor, a praticidade no dia a dia. Cuidado com um detalhe importante: marca de suplemento não pode prometer resultado de saúde, então o briefing costuma ter regras claras do que você pode ou não pode falar. Ler o briefing com atenção vale ouro nesse setor.
Moda e acessórios
Roupa, calçado, bolsa, acessório de celular, óculos. O UGC aqui é try-on, caimento, combinações de look, "achado" do dia. Vídeo vertical, movimento, várias trocas de peça. Marcas de acessório menor têm um volume enorme de pedidos porque testam muitos criativos por mês.
Casa e cozinha
Utensílio, organização, eletroportátil, decoração. Vende no formato "problema e solução" e no satisfatório: aquele vídeo de organizar a geladeira ou usar o gadget que resolve uma chatice do dia. Se você tem uma cozinha ou um cantinho de casa bem iluminado, já tem cenário.
Apps e serviços digitais
App de finanças, delivery, streaming, curso, SaaS. Esse nicho pede um combo específico: gravação de tela (screen recording) mostrando o app funcionando, mais o seu rosto explicando o benefício. É um formato mais técnico e menos gente sabe fazer bem, então tende a pagar melhor e ter menos concorrência.
Pet
Ração, petisco, brinquedo, acessório. O produto praticamente se vende sozinho quando o pet aparece, mas a marca ainda precisa de roteiro, demonstração e um bom gancho nos primeiros segundos. Se você tem um pet fotogênico e paciente, é um nicho divertido e com boa recorrência.
Se quiser ver como esses formatos aparecem na prática, vale olhar exemplos reais de UGC por tipo de conteúdo antes de gravar seus próprios testes.
"Como ser UGC creator da Natura?" e o mito da marca grande
Essa é uma das buscas mais comuns, então vamos direto ao ponto. Marcas grandes como Natura, O Boticário ou Shein são conhecidas por investir pesado em conteúdo de criadores. Mas você não "entra" nessas marcas mandando DM ou pagando alguém que promete acesso.
Deixe isso bem claro na sua cabeça: a Noovid não é afiliada a nenhuma marca citada aqui, e ninguém deveria cobrar de você para "entrar" em marca nenhuma. Se aparecer alguém vendendo vaga garantida numa grande marca, é golpe.
O caminho real é o oposto do atalho. Grandes marcas compram UGC via agências, plataformas e programas próprios, e escolhem criadores que já têm histórico. Ou seja: você constrói portfólio em marcas menores primeiro, entrega bem, acumula trabalhos de um nicho, e é esse histórico que faz uma marca maior (ou a agência dela) te chamar. Ninguém pula essa fila. Quem parece ter pulado, na verdade, construiu o histórico em algum lugar antes.
Como ser escolhido para esses projetos
Depois que você sabe onde a demanda está, a diferença entre ser escolhido e ser ignorado está em três coisas.
Nicho claro no perfil. "Faço UGC de skincare e beleza" é muito mais forte do que "faço UGC de tudo". Marca de skincare quer ver quem respira skincare. Escolha um ou dois setores e deixe isso óbvio no seu perfil.
Portfólio com vídeos daquele setor. De nada adianta dizer que é do nicho de suplementos se todos os seus exemplos são de moda. Se você ainda não tem trabalhos reais, grave exemplos de portfólio com produtos que já usa em casa. O guia de como montar um portfólio de UGC mostra como fazer isso sem fingir parceria que não existe.
Candidatura que responde ao briefing. A marca abriu o projeto por um motivo específico. Uma candidatura que mostra que você entendeu o objetivo, o público e o formato pedido vale mais do que dez mensagens genéricas. Esse é o assunto do post sobre como conseguir os primeiros clientes de UGC, então não vou me alongar aqui.
Se você está começando do zero e ainda não tem nenhuma dessas três coisas, comece pelo passo a passo para virar UGC creator no Brasil. Ele cobre a base antes de você se candidatar a qualquer projeto.
Onde a demanda se concentra hoje
Hoje, a maior parte da demanda de marca por creator no Brasil está concentrada em briefings de plataforma. É lá que os pedidos de e-commerce e D2C aparecem primeiro, porque é o jeito mais rápido de a marca conseguir vários vídeos de vários criadores.
Uma coisa honesta sobre esse mercado: a demanda oscila com o calendário do e-commerce. Perto de datas fortes, como Black Friday, Dia das Mães e fim de ano, o volume de briefings sobe muito. Em janeiro e fevereiro, costuma esfriar. Vale organizar sua produção sabendo disso, e não se assustar se um mês vem mais fraco.
Perguntas frequentes
Como saber se uma marca está procurando UGC creators?
O sinal mais confiável não é o site institucional da marca, e sim onde ela publica briefings. Marcas que compram UGC com frequência deixam projetos abertos em plataformas, então acompanhar os briefings disponíveis diz muito mais do que ficar procurando "vaga" no perfil da empresa. Datas de e-commerce também são um bom termômetro: perto delas, a procura aumenta.
Preciso de muitos seguidores para trabalhar com marcas grandes?
Não. UGC é avaliado pelo conteúdo que você entrega, não pelo seu número de seguidores. O que pesa é naturalidade em câmera, áudio limpo, boa luz e capacidade de seguir briefing. Seguidores ajudam em trabalhos de influenciador, que é outra coisa. Para UGC, um bom portfólio no nicho certo vale mais do que audiência.
Como ser UGC creator da Natura ou de outra marca grande?
Você não entra por DM nem pagando por acesso. Grandes marcas compram UGC por agências, plataformas e programas próprios, e escolhem quem já tem histórico. O caminho é construir portfólio em marcas menores do mesmo setor, entregar bem e deixar o histórico falar por você. Desconfie de qualquer pessoa que prometa te colocar dentro de uma marca famosa mediante pagamento.
Marcas pequenas pagam menos?
Nem sempre, e elas são o melhor lugar para começar. Marca pequena costuma ter briefing mais simples e responder mais rápido, o que ajuda você a acumular trabalhos reais. O valor depende de escopo, direitos de uso, complexidade e prazo, não do tamanho da marca. Para entender o que realmente define quanto você cobra, veja quanto ganha um UGC creator no Brasil em 2026.
Escrito por
Equipe Noovid
A equipe editorial da Noovid, especialistas em UGC que trabalham todos os dias, na prática, com criadores selecionados e marcas no Brasil. Transformamos o que vemos funcionando em guias práticos para gerar conteúdo que vende.



